terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Uma nova vida

Era uma vez um menino chamado Gabriel que vivia muito triste numa casa feita de madeira e numa mata sem interesse. As árvores já estavam quase todas destruídas, as flores secas e os rios sem água nenhuma. O Gabriel não gostava de viver naquela mata, até desejava ouvir os passarinhos. Ali ele não tinha amigos para brincar.
Houve um dia que o Gabriel foi ao sótão buscar qualquer coisa para se entreter. Ao fundo do sótão estava uma caixa.
- Vou levar esta caixa para descobrir o que está lá dentro! - disse o Gabriel.
Mas quando abriu a caixa não encontrou nada. De repente o Gabriel viu que já não estava na casa de madeira mas sim num jardim muito bonito. Naquele jardim havia árvores bem tratadas, flores tão bonitas a crescerem saudáveis, rios compridos com peixinhos de várias cores e até se ouviam pássaros a cantar.
Querem saber como é que aquele jardim se chamava? Ele chama-se Jardim da Fantasia.
Ilustração da Matilde, com as técnicas de recorte e
colagem e pintura com aguarelas e lápis de cor
O Gabriel nunca tinha visto um lugar tão bonito como aquele. À frente de si mesmo estava um reino e o Gabriel quis lá entrar. Então um peixinho muito simpático emprestou-lhe a chave. Ele abriu a porta e viu um chão feito de cristal e ao lado dele estava um rei que lhe queria contar um acontecimento antigo.
- Há muito tempo atrás, este jardim estava destruído por Homens que arrancavam árvores e meninos que tiravam flores da terra. Mas chegou um dia que eu apareci e plantei árvores e flores. Quando as plantas nasceram a água do rio voltou e peixinhos coloridos apareceram.
- Então eu também vou fazer o mesmo!
- Sim, logo verás como fica. - disse o rei.
- Obrigado!
O Gabriel voltou para sua casa e plantou árvores e outras plantas. Passado três meses aquela mata ficou tão bonita como o jardim do rei. Apareceram amigos e o Gabriel tornou-se mais feliz.

Texto elaborado pela Matilde (3.º A)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O enigma do Pai Natal

A partir daquele dia, daquele terrível e inesquecível dia, o Natal nunca mais seria o mesmo para mim. Como é que podia ser verdade o que tinha ouvido o meu pai segredar à minha avó, dias antes das férias do Natal começarem?!
- Ela já não é nenhuma menina pequenina. Precisa de saber a verdade e aceitá-la. - disse ele, momentos antes de eu começar a descer as escadas.
Já não as desci. Ali fiquei, no topo delas, a ouvir aquela inacreditável conversa.
Quanto mais ouvia mais surpreendida ficava. Embora a minha avó Josette não estivesse de acordo com o meu pai Jorge, eu nunca pensei ouvir aquele tipo de conversa. Pensei para comigo: "Talvez fosse uma partida de Natal!"
De repente fez-se silêncio, esperei um pouco para ver se retomavam a conversa, mas passados alguns segundos percebi que naquele momento a conversa tinha terminado. Foi nessa altura que desci as escadas e fui para junto deles.
Como não sou de meias conversas fui ter com o meu pai e perguntei-lhe:
- Pai o que é que estavas a dizer à avó Josette?
O meu pai ficou vermelho como um tomate, pensou um bocado e depois desconversou e não respondeu à pergunta. 
"Não faz mal!" pensei eu, a partir de agora iria estar mais atenta a todas as conversas.
Não tardou muito a surgir nova oportunidade.
Certa noite, depois de todos jantarem, o meu pai mandou-me para a cama. Quando pensavam que estava a dormir, ouvi o meu pai dizer à minha avó:
- Mãe, eu preciso de ajuda para falar com a Maria! Preciso de lhe contar que este Natal não vai ter o que pediu ao Pai Natal porque não tenho dinheiro para isso.
- Filho, mas assim ela percebe que tu és o Pai Natal dela.
- É por isso que preciso da tua ajuda para lhe explicar o que é o Natal.
- Meu filho, quando eras pequeno, também eu e o teu pai tivemos o mesmo problema. Lembraste daquele Natal em que tu querias um carro telecomandado, mas o Pai Natal trouxe-te uma bola? Tu estranhaste, mas pouco tempo depois a bola tornou-se no teu brinquedo preferido. Podes sempre fazer o mesmo que nós fizemos contigo. Ofereces-lhe um modesto presente embrulhado num lindo papel cheio de amor e ternura e verás que ela o vai adorar.
Eu nem queria acreditar... Será que o Pai Natal afinal não existe? Que conversa tão estranha...
- Então eu estes anos todos estive enganada a pensar que o Pai Natal era um velhinho de barbas brancas que vinha num trenó puxado por renas, distribuindo os presentes às crianças na noite de Natal? - perguntei eu muito espantada assim que desci as escadas.
O meu pai ficou um pouco atrapalhado, pois não sabia como havia de começar a explicar-me a verdadeira história do Natal. Como ele não respondia, fiz outra pergunta:
- O teu avô não faleceu há muitos anos?!
E o meu pai respondeu com uma conversa muito estranha.
- Sim... Não...
Não passava disso. Então eu disse-lhe:
- Pai, eu já sou crescida para perceber as coisas como elas realmente são. Não vale a pena baralhares ainda mais a minha cabeça. Diz-me a verdade. Existe ou não o Pai Natal? Era o teu avô e agora és tu que te vestes com o fato do Pai Natal? És tu que lês a minha carta e compras os presentes que eu peço? - perguntei eu muito séria.
- Minha querida filha, às vezes a fantasia e a realidade confundem-se. Todas as crianças podem ter as suas imaginações e as suas dúvidas. Também eu tive e só mais tarde descobri o segredo: É preciso acreditar no Pai Natal! Seja quem for. Ou se acredita nele ou arriscamo-nos a passar o Natal sem presentes. Lembraste do Peter Pan? "Por cada pessoa que não acredita em fadas, morre uma fada." Não vais querer que o Pai Natal morra, pois não?!
- Não pai, ele ficará sempre no meu coração. - disse eu envergonhada.
- Não esqueças filha que, enquanto houver crianças, haverá sempre Pai Natal!


História  coletiva elaborada pelos alunos Tomás, 
Luisa, Ruben, Margarida, Daniela, Gonçalo, 
Henal e Robert (3.º A) com o apoio dos pais 

A girafa que comia estrelas

- Nasceu uma girafa! Venham ver! É tão engraçada! - gritaram os macacos do alto das árvores.
Lá em baixo, a mãe girafa, muito vaidosa, lambia a sua filha acabada de nascer. O pai franziu a testa e perguntou:
- É muito alta, a nossa filha, não achas?
E de facto, a pequena girafa tinha um pescoço muito comprido e umas pernas tão longas que em pouco tempo ficou a mais alta de todo o bando de girafas. Tanto cresceu que, certa noite, bateu com a cabeça no céu estrelado. Curiosa, deu uma pequena dentada numa estrela para ver a que sabia.
- Hum, não é doce, nem salgada, nem dura, nem mole... parece saber a flores molhadas... é bom!
Ilustração da Matilde (3.º A)
E comeu o resto da estrela. Na manhã seguinte, a pequena girafa parecia brilhar. A mãe preocupada, achou que podia estar doente.
- Comeste alguma coisa que te fez mal?
A pequena girafa, comprometida, não disse nada e só bebeu água durante todo o dia. À noite, quando todas as girafas estavam a dormir, voltou ao seu petisco e no outro dia estava ainda mais brilhante. A mãe disse que ia levá-la ao médico e o pai também estava com um ar muito sério. Para não os preocupar mais a pequena girafa contou o que tinha comido.
- E achas que fizeste bem? - perguntou o pai.
- Não sei... - respondeu ela envergonhada. - Não pensei nisso, só provei e achei que era bom.
- Minha filha, as estrelas estão no céu para iluminar a noite, para que os animais encontrem o seu caminho ou a sua comida. Se desaparecerem vai ser mau para todos. - disse a mãe.
- Tens de pensar nas coisas que fazes. - disse o pai. - Não podemos fazer só o que nos apetece, não é?
E a pequena girafa concordou. Daí em diante, passou a comer só as estrelas... refletidas na água, quando ia de noite beber ao lago.

Texto elaborado pelo Robert (3.º A) com o apoio da sua mãe

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A loja dos brinquedos

Era uma vez uma linda loja de brinquedos onde tudo existia para crianças. O senhor João era o dono da loja, ele passava os dias a vender lindos brinquedos.


Todos os dias uma menina pobre parava em frente à montra da loja e ficava muito tempo ali parada a olhar para os brinquedos. As pessoas que ali passavam nem sequer olhavam para a menina pobre e triste.
Um dia o senhor João reparou que todos os dias estava ali aquela menina, então foi lá fora ter com ela e disse-lhe:
- Minha querida menina, entra cá dentro. Como te chamas?
- Eu chamo-me Sara.
- Sara, podes escolher o brinquedo que tu mais gostas.
E assim Sara escolheu uma linda boneca de pano e saiu da loja com um sorriso nos lábios.
O senhor João ficou muito contente por ver a menina feliz!

Texto e ilustração elaborados pela Nicole (3.º A) com o apoio da mãe

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O livro que só queria ser lido

Era uma noite fria de inverno, lá fora o vento batia nas janelas da antiga biblioteca da cidade de Lisboa. Entre milhares de livros que descansavam nas enormes estantes um, porém, estava desesperado:
«Nunca mais é dia! Será que amanhã me levam? Tenho tanto para contar e estou ansioso!» - pensava o pequeno livro de histórias.
Mas o dia nasceu, a biblioteca abriu às 9 horas e fechou às 17 horas e o livro não saiu da estante. Então decidiu:
- Tenho de fazer alguma coisa!!!
Atirou-se para o chão.
No dia seguinte, a funcionária da biblioteca encontrou-o e como não sabia o seu lugar, colocou-o em cima da sua secretária para depois o arrumar.
Com a confusão, o livro foi parar ao saco de uns livros para dar ao menino Gabriel, que ficou muito feliz com o livro de histórias.
O nosso amigo livro ficou também feliz, afinal ele só queria ser lido!



Texto e ilustração elaborados pelo Rodrigo (3.º A), com o apoio da mãe 

Um grande susto

Era uma vez uma menina que vivia numa quinta. Na quinta havia ovelhas, vacas, pintainhos, porcos, um cão e um gato muito maroto que pregava partidas a todos os outros animais da quinta.
Ilustração da Sara (3.º A)
Queres que te conte algumas dessas partidas?
Um dia, enquanto as ovelhas pastavam, o gato entornou um balde de água gelada em cima delas. Elas ficaram a tremer de frio com a lã toda congelada.
Outro dia, o malvado do gato puxou a cauda às vacas que fugiram pelo prado fora.
Quando o cão ia a saborear a sua comida, encontrou a taça vazia. Os seus biscoitos preferidos tinham desaparecido! O gato ainda teve o descaramento de chamar a menina e dizer:
- Dona, o cão comeu os meus biscoitos em forma de peixe!
Como ela não sabia que o gato estava a mentir, deu-lhe mais comida.
Só quando os animais lhe fizeram queixas do terrível gato, é que percebeu que algo tinha de ser feito. Os animais e a menina estavam furiosos e fartos das partidas do gato. Então fizeram um plano para lhe dar uma lição e decidiram pregar-lhe um valente susto.
Enquanto o gato dormia, a menina e os outros animais taparam-se com um lençol branco e foram assim acordar o gato, que mal abriu os olhos e viu tantos fantasmas no seu quarto, desatou  a correr cheio de medo prometendo que nunca mais fazia partidas aos outros.

Texto elaborado pela Sara (3.ºA)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O país das pessoas tortas

Era uma vez um menino chamado Francisco que juntamente com a família decidiu ir passar férias para um país diferente, o país das pessoas tortas.
Por tanto ouvirem falar daquele lugar, ficaram com muita curiosidade em conhecer aquelas pessoas. Fizeram a viagem de barco e quando lá chegaram não notaram diferença nenhuma. O Francisco ficou triste, pois tinha imaginado as pessoas de mil e uma maneiras diferentes e os seus pais também não percebiam o porquê daquele nome.
Durante um passeio pelo parque, o Francisco viu um menino a andar de bicicleta e como a curiosidade apertava cada vez mais perguntou-lhe:
Ilustração realizada pelo Gonçalo (3.º A)
- Olá, como te chamas?
- Sou o Bernardo e tu?
- Sou o Francisco. Por que é que o teu país tem este nome?
- Tu fizeste a viagem de barco ou de avião?
- De barco. - respondeu o Francisco
O Bernardo achou graça e explicou ao amigo que há muito tempo atrás viveram ali uns gigantes que até eram muito simpáticos e ajudaram a construir grande parte do país. Mas como eram muito pesados, o país começou a entortar.
- Sabes Francisco, não são as pessoas que são tortas. Esse nome começou a surgir porque quem viaja de avião e olha para baixo é isso que parece, mas foi a terra que cedeu.
- Mas vocês não se importam que as outras pessoas pensem isso? - perguntou o Francisco
- Claro que não. Recebemos cá muita gente que nos visita e todos acham graça quando contamos a verdadeira história.
O Francisco ficou maravilhado com aquelas pessoas e foram as melhores férias de sempre.

Texto elaborado pelo Gonçalo (3.º A) com o apoio da sua mãe

A corrida de vassouras

No topo de uma grande montanha, que parecia tocar nas nuvens, existia uma velha casinha torta onde vivia uma jovem bruxa chamada Alturinhas. Deram-lhe este nome porque desde bebé que tinha medo das alturas e por isso não conseguia voar numa vassoura.
Será que esta bruxa era mesmo uma bruxa? Sim, mas até ao início desta história não conseguia superar o seu medo de voar. Assim, montava um cavalo em vez de uma vassoura. O cavalo chamava-se Cenourinhas, tinha um pêlo branquinho e macio e era o melhor amigo da bruxa Alturinhas porque desde potro que a conhecia. Era o único amigo que a compreendia verdadeiramente.
Num belo dia de outubro a Alturinhas recebeu um convite especial da maior corrida de bruxas. Ela ficou triste porque na corrida tinham de ser utilizadas vassouras, mas de repente encheu-se de coragem e decidiu arriscar porque queria muito participar na corrida e deixar de ter medo das alturas.
Entretanto lembrou-se que no fundo de uma gruta subterrânea estava escondida a vassoura mais veloz do mundo inteiro. Essa vassoura tinha um motor a jato e voava à velocidade da luz mas também tinha uns travões para parar numa emergência. Então, decidiu ir à procura da vassoura veloz com o seu amigo Cenourinhas.
Quando chegou à gruta subterrânea preparou uma poção mágica para poder respirar debaixo de água como um peixe. Assim que a bebeu cresceram-lhe umas guelras no pescoço, mergulhou para a água e foi encontrar a vassoura escondida num coral grande.
O grande dia da corrida chegou e Alturinhas estava muito nervosa. Já tinha praticado algumas vezes mas continuava com um pouco de medo de cair da vassoura. Às sete horas da tarde, no parque das corridas, todas as bruxas estavam preparadas para a partida. Quando a Alturinhas viu o Cenourinhas a apoiá-la sentiu-se corajosa e seguiu em frente.
No final da corrida, ela foi a grande vencedora mas acima de tudo fez uma aprendizagem: não desistir logo à primeira e tentar ultrapassar os seus medos!

História elaborada no coletivo pelos alunos do 3.º A com o apoio da professora

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Máquina do tempo


- Tu gostavas de ter uma máquina do tempo? Bem se queres ter uma liga já 660 100350! – disse a televisão (na verdade a televisão não fala).
O João todo maluco viu a televisão a dar o anúncio.
- Pai, podes dar aquela máquina…? Vá lá …!
- Chato.
-Vá lá…
- Não.
- Porquê?
- Vá, ganhaste…Eu ligo.
- Éééééé!!!
O pai estava a falar enquanto o filho esfrega as mãos.
- Chegou pai! A máquina chegou!
O filho (João) pegou na máquina e clicou num botão e começou a girar e foi parar ao tempo dos reis, depois ao tempo dos dinossauros e quando chegou a casa ficou aliviado por ter vida. E quando alguém vai a casa o João diz:
- Lê as instruções…- Com medo que a máquina transporte pessoas para outra era.


Texto elaborado por Guilherme Morais (4º A)>

Vou ter um irmãozinho


Vou ter um irmãozinho
Coisa que nunca tive
Tenho apenas uma irmã
Foi só ela que eu obtive

Vou ter um irmãozinho
Que não me vai chatear
Ao contrário da minha irmã
Que nem me deixava respirar

Vou ter um irmãozinho
A quem sopa eu vou dar.
Depois ele adormece
E começa a sonhar.

Texto elaborado por David Claisse (4º A)


Pirilampo sem luz


Fui passear de noite
e vi uma coisa a brilhar
eram os pirilampos
que estavam a brincar.

Mas muito longe deles
algo chorava baixinho
era um pirilampo
que estava muito sozinho

Cheguei-me ao pé dele
e perguntei-lhe assim:
- Como é que te chamas?
Mas ele nem olhou para mim.

Pedi aos outros pirilampos
para o irem lá chamar
então eles foram
e ele começoua brilhar!

Texto elaborado por Beatriz Ramos (4º A)


A visita de um extraterrestre


Certa noite de verão lá estava eu a olhar para o céu, quando vi uma luz cor de laranja
que parecia uma bola de fogo. Chamei os meus primos e eles, sem quererem acreditar, ficámos ali parados a olhar até que a luz começou a piscar parecia que nos fazia sinais.
Pegámos nas bicicletas e resolvemos segui-la. Parou mesmo no sitio onde nós
costumávamos ficar.
De repente no meio da bola laranja abriu-se uma porta, de lá apareceu uma coisa
estranha. Tinha três olhos, quatro braços, quatro pernas e com uma espécie de
antena na cabeça.
Ficámos espantados e curiosos mas ao mesmo tempo tremíamos de medo, não sabíamos o que fazer. Devia-mos ir embora? Ou perguntar como se chamava e de onde vinha? Até
que ele disse:
- Gugu dadá Plaranha.
Ficámos sem perceber mas logo atrás de nós apareceu a minha mãe com a minha prima bebé e ficámos de boca aberta quando ela lhe respondeu:
-Gugudada terra.
A minha prima percebia o extraterrestre. Através dela, ficámos a saber que Plaranha era o seu planeta, que o seu nome era Gondidaranha, que tinha 450 anos e que vinha muitas vezes visitar a Terra.
Nós éramos os seus extraterrestres e o Gondidaranha andava sempre a vigiar-nos, pois gostava de ver as nossas brincadeiras.
Ficámos muito contentes por termos amigos extraterrestres e, de lembrança, deixou-nos uma perna de aranha do seu Planeta.
Por fim despediu-se de nós e disse que voltaria no próximo verão. Para o ano lá estaremos nós a olhar para o céu.

Texto elaborado por Gonçalo Tinoco (4º A)



O Senhor Pouca Sorte



Há muito, muito tempo, naquela época em que os cães eram cabras e as cabras eram
cães, havia um senhor com muito pouca sorte.
Quando era pequeno e andava na escola, a sua cabra-cão cão-cabra comia-lhe sempre os trabalhos de casa, e agora que já era adulto continuava com pouca sorte: anda há dez anos à procura de emprego.
O senhor Pouca Sorte só tinha como herança uma casa de madeira e a velha Margarida, a cabra-cão cão-cabra. O resto foi tudo para o seu irmão, senhor Sorte.
Certo dia o senhor Pouca Sorte decidiu fazer uma visita surpresa ao irmão mas pelo caminho avariou a mota. Então voltou atrás para ir buscar a bicicleta mas... também se estragou.
- Tenho mesmo pouca sorte!
- Quem me dera ser como o meu irmão.
Dito e feito, poucos segundos depois estava sentado na poltrona do irmão, a jogar «wii».
- Uau, que sorte ele tem! Pois bem, agora tenho eu.
De repente, apareceu um senhor vestido de preto que lhe disse:
- Morreu alguém? – sempre que eu me vestia de preto é porque tinha morrido alguma galinha.
-Aprecio o seu sentido de humor, Senhor Sorte- disse o senhor de preto. E afastou-se; o senhor pouca Sorte seguiu-o e viu o senhor a abrir uma porta.
- É esta a sala de hoje, senhor
- Tenho de assinar esta papelada toda? - perguntou o senhor Pouca Sorte.
- Tem - respondeu o Senhor de preto.
E saiu da sala. Então o Senhor Sorte, coitado, viu-se aflito para encontrar a caneta que estava no bolso do casaco. E ainda tinha de atender chamadas de 5 em 5 minutos.
- Não! – gritou ele – Não quero esta vida.
Quando se deu conta, estava deitado na sua cama cheia de bicho da madeira.
- Que bom ser outra vez o senhor pouca Sorte – disse ele. E voltou a adormecer na sua cama cheia de bichos, com a sua cabra cão-cão cabra, deitada ao seu lado.
- Senhor Pouca Sorte para o resto da sua vida- dizia ele sempre que alguma coisa má lhe acontecia.
Texto elaborado por Beatriz Ramos (4º A)

A girafa que comia estrelas


A girafa que comia estrelas

Quando adormeci sonhei com uma girafa linda. Era tão
linda, elegante e muito alta. Tão alta que tocava o céu com a sua cabeça.
– Dona girafa, como são as estrelas vistas daí de cima? – perguntei eu.
– São lindas e muito brilhantes – respondeu a girafa.
– Quem me dera poder tocar-lhes…
Então a girafa comeu uma estrela. Depois, baixou-se até mim e abriu a boca
– Oh! Mas a estrela não está a brilhar! – disse-lhe eu.
– Pois não, – disse a girafa – elas só brilham no céu…
– Que pena, quem me dera lá chegar.
– Anda, sobe para o meu pescoço!
E, com um empurrão, a girafa colocou-me em cima dela e levou-me até junto das estrelas que eram lindas e brilhantes.
Caiu a noite e eu estava eufórica porque tinha tido um fim de semana muito divertido e com experiências novas. Quando me mandaram dormir não consegui. Então, deitei-me com a cabeça fora da tenda (estava a acampar) a admirar as estrelas. O céu estava todo estrelado.

Texto elaborado por Tatiana (4º A) com o apoio da mãe



As cores de outono


As cores de outono
são lindas de morrer
laranja ou vermelho
não consigo escolher.

As cores de outono
não são fáceis de contar
são tantas e mais tantas
que em cima delas eu vou andar.

As cores de outono
nelas vou tocar
verde ou amarelo
ajudam a respirar.

Texto elaborado por Duarte Almeida
(4.º A)


Por ti


Por ti
faço trancinhas até ao chão
com papoilas e tulipas
escrevo o teu nome no meu coração.

Por ti
vou até ao céu
buscar penas de pássaro
para enfeitar o teu chapéu.

Por ti
vou ao fundo do mar
para trazer uma estrela
para o teu cabelo enfeitar

Por ti, Mãe
faço o que for preciso
para que todos os dias
possa ver o teu sorriso.



Texto elaborado pela Joana (4.ºA), com o apoio da mãe

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

É bom ser amigo

Eu gosto de ser amigo,
gosto de fazer palhaçadas
para depois rirmos às gargalhadas,
por isso vem comigo!

Gosto de cantar e dançar contigo,
eu adoro companhia
Se eu não fosse teu amigo,
que infeliz eu seria.

Ter um amigo é muito valioso.
Há quem não tenha nenhum
e não saiba como é maravilhoso
ter, nem que seja, só um.

Sou teu amigo, pois então,
quando ris e quando choras.
Estou contigo, dá-me a mão
Conheço-te e sei que adoras.

Poesia elaborada pela Sara  (3.º A) com o apoio dos pais

O coração do Robô

Ilustração elaborada pela Matilde e Daniela (3.º A)
Era uma vez um Robô de lata, o seu sonho era ter um coração.
Este Robô foi criado por um menino que brincava muito com ele e o amava. O Robô pensava:
- De onde vem este sentimento?
Com o passar dos anos o menino foi crescendo e o Robô começou a ser esquecido, até que um dia um vizinho foi lá a casa e viu o Robô. Gostou tanto dele que o levou para sua casa.
Com pilhas novas o Robô começou a falar e contou que o seu sonho era ter um coração. No mesmo dia o menino comprou um coração feito de veludo vermelho e pendurou-o no peito do Robô. Naquela noite aconteceu um milagre, o coração começou a bater porque este Robô tinha muito amor para dar.
O menino e o Robô tornaram-se assim amigos inseparáveis. À medida que o menino ia crescendo, ia comprando peças novas para o Robô para terem a mesma idade e a mesma altura. E assim viveram felizes para sempre.


Texto elaborado pela Marta (3.º A), com o apoio dos pais

É bom ser amigo

Ser amigo é dar a mão
É dar o coração
É dar o nosso amor
Ilustração realizada pelo Tomás (3.º A)
com muito tenor.

E mesmo que ele esteja triste
E que não queira brincar
Para nós ele existe
E só temos de o alegrar

É bom ser amigo de alguém
em quem podemos confiar
É bom ter um amigo também
que nos possa ajudar

A amizade traz a paz
Um amigo tem magia
A amizade é capaz
de nos dar sabedoria.

Poema elaborado pelo Tomás (3.º A) com o apoio dos pais

sábado, 29 de outubro de 2011

A noite dos animais inventados

Era uma vez três amigos muito unidos que se chamavam Tubacão, Coepei e Girabalei. Eles tinham estes nomes curiosos porque eram o resultado de uma mistura de espécies, ou seja, o Tubacão era metade tubarão e metade cão, o Coepei era metade coelho e metade peixe, finalmente o Girabalei era metade girafa e metade baleia. Cada um deles tinha nascido de um pai e de uma mãe de espécies diferentes.

Ilustração elaborada pelo David e Ruben e pela Matilde,
Sara e Nicole (3.º A)
Certo dia eles combinaram com outros animais fazer uma festa de máscaras. No dia da festa os três amigos, sentados debaixo de uma árvore à fresca, assistiam deliciados à azáfama dos seus companheiros à procura da fantasia ideal para comparecer no baile dessa noite.
- Ainda bem que nós já estamos mascarados por natureza. - disseram em coro os três amigos, desatando depois a rir à gargalhada.

História elaborada pelo David (3.º A), com o apoio da sua mãe