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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Maldita Matemática!

Maldita Matemática
que calor me faz
são contas e mais contas
que me tornam num ás.

As contas de somar
foram as primeiras que aprendi
são fáceis de realizar
e com elas me diverti.

Nas contas de subtrair
Ilustração do Tiago (3.ºA)
muito tenho que pensar
os números vou diminuir
e sem nada vou ficar.

Para a multiplicação
a tabuada tive de saber
eram vezes e mais vezes
isto assim não pode ser!

Para as contas acabar
aprendi a divisão
são as que gosto mais de contar
mas dão-me um grande trabalhão

Para a história terminar
as quatro operações temos de saber
vamos todos trabalhar
vale a pena aprender.

Poesia elaborada pelo Tiago Guerreiro do 3º A com a ajuda da mãe e da madrinha

A floresta do rio laranja

Cintilante era uma andorinha que todas as Primaveras voava para a Floresta do Rio Grande. Numa das Primaveras, quando chegou, viu todos os animais reunidos junto ao rio.
- O que aconteceu para estarem tão preocupados? - perguntou Cintilante.
- O nosso rio, de repente, ficou escuro e não sabemos o que aconteceu nem o que poderemos fazer. - disse o esquilo.
Foi nessa altura que a andorinha reparou que o rio estava muito escuro e os peixes muito tristes.
Juntou todas as andorinhas e voaram por todo o rio para descobrirem o que tinha acontecido.
Descobriram que um vulcão tinha derramado uma lama muito preta e que seria difícil o rio voltar ao normal.Mas Cintilante queria muito ajudar os seus amigos e tentou arranjar uma solução.Foi então que se lembrou de ir falar com o Sol.
Ilustração da Joana (3.ºA)
- Sol, preciso que me dês um raio dos teus para que o rio da floresta volte a ficar bonito e brilhante. - pediu a andorinha.
- Um raio não te posso dar, porque ainda vou precisar de todos para tornar o Verão mais quente. Mas podes levar um saquinho que a fada das estações me deu. Nele está um pó mágico que transforma a chuva em raios de sol.
Cintilante agradeceu ao sol e repartiu o pó pelas andorinhas para o espalharem por todo o rio.
Passado algum tempo, o rio ficou com uma cor alaranjada e muito brilhante.
Os animais da Floresta do Rio Grande ficaram muito contentes e agradeceram às andorinhas por terem transformado o seu rio no rio mais bonito do mundo.

História elaborada pela Joana Muskiet do 3º A com a ajuda da mãe

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Vou ter um irmãozinho

Que sorte a minha,
vou ter um irmãozinho,
vamo-nos divertir à grande
e já não vou brincar sozinho.

Já nasceu o meu irmãozinho
mas não me deixa aprender
chora noite e dia
e assim não pode ser.

Já está mais crescidinho
mas ainda é muito chato
anda sempre atrás de mim
parece um carrapato.

Agora já nos damos melhor
é bom tê-lo comigo.
Vou cuidar sempre dele
pois é o meu melhor amigo.


Poema elaborado pelo Diogo  (3.º A)

Maldita Matemática



Maldita Matemática,
Nem me deixas respirar,
São números e mais números,
Tenho muito que pensar.

Maldita Matemática,
Que tanta falta faz,
Se não me apresso a aprender,
Vou ficar para trás.

Maldita Matemática,
Que tantos problemas resolves,
Sem a tua sabedoria,
O que é que eu faria?

Maldita Matemática,
Que calor tu me trazes,
São contas e mais contas,
Que todo o dia me fazes.

Poema elaborado pelo Duarte (3ºA)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Vou ter um irmãozinho

Era um daqueles dias em que me fui deitar chateado com a minha irmã.
Mas porquê? Porque é que eu tenho uma irmã e não um irmão? De certeza que nos íamos dar bem.
Foi então que adormeci e sonhei que tinha um irmãozinho. No meu sonho, eu e o meu irmão estávamos a ter um dia perfeito. Já tínhamos jogado basquetebol, às escondidas, já tínhamos construído uma cidade de legos, quando a minha mãe nos chamou para almoçar.
O meu irmão sentou-se à mesa e, que grande porcalhão...comia com a mão!
Teve que ir para a banheira antes de continuar com a brincadeira.
Fomos brincar para a rua, levámos os berlindes e os piões, mas ele, quando eu ganhava, só me dava empurrões!
No resto da tarde só fez disparates. Discutimos e zangámo-nos muito e até fiquei de castigo por causa dele.
O pior foi quando ele puxou o rabo do cão. Isso é que não, fazer mal ao cão!
Depois do jantar fomo-nos deitar e ele fez uma birra, começou a chorar e não me deixou descansar.
Quando acordei e vi que tinha sido um sonho até respirei fundo. A minha irmã às vezes chateia-me, mas o meu irmão do sonho era três vezes pior!...

História elaborada pelo Gustavo do 3º A com a ajuda da mãe

Ilustração do Gustavo (3.ºA),
realizada com técnica de pintura a marcadores

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Maldita matemática

Maldita matemática
és difícil a valer
contas e mais contas
assim não pode ser!

Maldita matemática
Não se pode admirar
serve para fazer contas
não serve para brincar!

Maldita matemática
mais, vezes, menos...
para mim funciona
como se fossem venenos.

Maldita matemática
agora já brinco com ela
tenho sempre as contas certas
acabei por gostar dela!

Poema elaborado pelo Gonçalo com a ajuda do David (3.º A)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O mistério do rabanete azul

Há um mês atrás, fui informado de que, do museu da cidade, tinha sido roubado o precioso e raro rabanete azul. Oh, desculpem-me! Ainda não me apresentei: o meu nome é Kevin, Kevin Carrot. Voltando atrás. Como eu vos estava a dizer, foi roubado o rabanete azul e o ladrão deixou a seguinte mensagem escrita: «Olá inúteis coelhos. Eu, o Garra Amarela, roubei o rabanete azul e se o querem encontrar procurem-me na floresta.»
Eu, assim que li aquilo, fui logo para a floresta. Lá descobri uma cabana velha e desabitada. Então, comecei a andar até perto da cabana e ao pé da porta estava escrito: «Propriedade do Garra Amarela». Depois fui dar uma vista de olhos à cabana e descobri uma janela aberta. Sem fazer barulho saltei lá para dentro. Ouvi a porta a ranger e, por isso, procurei um lugar para me esconder. Quando olhei vi o Garra Amarela a entrar para uma sala. Não percebi porquê, mas quando espreitei vi que essa sala estava cheia de ouro, prata e jóias e no cimo de tudo estava o rabanete azul.
Então, saí do meu esconderijo e gritei:
- Mãos no ar! Estás detido Garra Amarela!
- O quê?! Quem és tu? - perguntou o Garra Amarela.
- Kevin Carrot, do FBI. Estás detido!
- Nunca me apanharás!!! - respondeu o ladrão.
Mas quando ele estava a correr para sair porta fora, tropeçou no tapete de seda e caiu no chão. Eu agarrei nas algemas, pus-lhe as mãos atrás das costas e prendi-o.
Levei-o para a cidade e entreguei-o à polícia. Depois o Presidente da Câmara deu-me uma recompensa. Fui entrevistado por muitos jornalistas e a notícia não parava de passar na televisão.
Quando cheguei a casa, os meus familiares fizeram-me uma grande festa por ter tido coragem de capturar o Garra Amarela.
À noite, quando me fui deitar, pensei na grande e misteriosa aventura. Adormeci e sonhei com o que tinha acontecido.

História elaborada pelo Diogo (3.º A)

Uma mão cheia de nada, outra de coisa nenhuma

"Era uma vez uma bailarina, mas uma bailarina de papelão, daquelas que mexem simultaneamente os braços e as pernas. Nunca se cansava, e era bonita, bonita a valer. Tinha saias de papel frisado.
Um dia..." (Irene Lisboa)

... Um dia a caixa de música onde estava a linda bailarina avariou-se e ela deixou de dançar. Começou a sentir-se triste e sozinha. Já ninguém parava para a ver dançar, o seu papel começou a ficar sem cor e foi então arrumada ficando esquecida.
Passado algum tempo, depois de terem deitado fora a bailarina, uma menina que ía a passar na rua, viu-a e achou-a tão bonita que não resistiu e levou-a para casa.
Com a ajuda do avô, conseguiu arranjar a corda. Depois, com muito cuidado, pintou a boneca e fez-lhe uma saia nova.
A partir desse dia, a bailarina nunca mais parou de dançar e a menina não se cansava de olhar para ela!



Continuação do excerto do Conto de Irene Lisboa "Uma mão cheia de nada, outra de coisa nenhuma", elaborada pelo Gonçalo (3.º A) com o apoio da sua mãe