quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A visita de um extraterrestre


Certa noite de verão lá estava eu a olhar para o céu, quando vi uma luz cor de laranja
que parecia uma bola de fogo. Chamei os meus primos e eles, sem quererem acreditar, ficámos ali parados a olhar até que a luz começou a piscar parecia que nos fazia sinais.
Pegámos nas bicicletas e resolvemos segui-la. Parou mesmo no sitio onde nós
costumávamos ficar.
De repente no meio da bola laranja abriu-se uma porta, de lá apareceu uma coisa
estranha. Tinha três olhos, quatro braços, quatro pernas e com uma espécie de
antena na cabeça.
Ficámos espantados e curiosos mas ao mesmo tempo tremíamos de medo, não sabíamos o que fazer. Devia-mos ir embora? Ou perguntar como se chamava e de onde vinha? Até
que ele disse:
- Gugu dadá Plaranha.
Ficámos sem perceber mas logo atrás de nós apareceu a minha mãe com a minha prima bebé e ficámos de boca aberta quando ela lhe respondeu:
-Gugudada terra.
A minha prima percebia o extraterrestre. Através dela, ficámos a saber que Plaranha era o seu planeta, que o seu nome era Gondidaranha, que tinha 450 anos e que vinha muitas vezes visitar a Terra.
Nós éramos os seus extraterrestres e o Gondidaranha andava sempre a vigiar-nos, pois gostava de ver as nossas brincadeiras.
Ficámos muito contentes por termos amigos extraterrestres e, de lembrança, deixou-nos uma perna de aranha do seu Planeta.
Por fim despediu-se de nós e disse que voltaria no próximo verão. Para o ano lá estaremos nós a olhar para o céu.

Texto elaborado por Gonçalo Tinoco (4º A)



O Senhor Pouca Sorte



Há muito, muito tempo, naquela época em que os cães eram cabras e as cabras eram
cães, havia um senhor com muito pouca sorte.
Quando era pequeno e andava na escola, a sua cabra-cão cão-cabra comia-lhe sempre os trabalhos de casa, e agora que já era adulto continuava com pouca sorte: anda há dez anos à procura de emprego.
O senhor Pouca Sorte só tinha como herança uma casa de madeira e a velha Margarida, a cabra-cão cão-cabra. O resto foi tudo para o seu irmão, senhor Sorte.
Certo dia o senhor Pouca Sorte decidiu fazer uma visita surpresa ao irmão mas pelo caminho avariou a mota. Então voltou atrás para ir buscar a bicicleta mas... também se estragou.
- Tenho mesmo pouca sorte!
- Quem me dera ser como o meu irmão.
Dito e feito, poucos segundos depois estava sentado na poltrona do irmão, a jogar «wii».
- Uau, que sorte ele tem! Pois bem, agora tenho eu.
De repente, apareceu um senhor vestido de preto que lhe disse:
- Morreu alguém? – sempre que eu me vestia de preto é porque tinha morrido alguma galinha.
-Aprecio o seu sentido de humor, Senhor Sorte- disse o senhor de preto. E afastou-se; o senhor pouca Sorte seguiu-o e viu o senhor a abrir uma porta.
- É esta a sala de hoje, senhor
- Tenho de assinar esta papelada toda? - perguntou o senhor Pouca Sorte.
- Tem - respondeu o Senhor de preto.
E saiu da sala. Então o Senhor Sorte, coitado, viu-se aflito para encontrar a caneta que estava no bolso do casaco. E ainda tinha de atender chamadas de 5 em 5 minutos.
- Não! – gritou ele – Não quero esta vida.
Quando se deu conta, estava deitado na sua cama cheia de bicho da madeira.
- Que bom ser outra vez o senhor pouca Sorte – disse ele. E voltou a adormecer na sua cama cheia de bichos, com a sua cabra cão-cão cabra, deitada ao seu lado.
- Senhor Pouca Sorte para o resto da sua vida- dizia ele sempre que alguma coisa má lhe acontecia.
Texto elaborado por Beatriz Ramos (4º A)

A girafa que comia estrelas


A girafa que comia estrelas

Quando adormeci sonhei com uma girafa linda. Era tão
linda, elegante e muito alta. Tão alta que tocava o céu com a sua cabeça.
– Dona girafa, como são as estrelas vistas daí de cima? – perguntei eu.
– São lindas e muito brilhantes – respondeu a girafa.
– Quem me dera poder tocar-lhes…
Então a girafa comeu uma estrela. Depois, baixou-se até mim e abriu a boca
– Oh! Mas a estrela não está a brilhar! – disse-lhe eu.
– Pois não, – disse a girafa – elas só brilham no céu…
– Que pena, quem me dera lá chegar.
– Anda, sobe para o meu pescoço!
E, com um empurrão, a girafa colocou-me em cima dela e levou-me até junto das estrelas que eram lindas e brilhantes.
Caiu a noite e eu estava eufórica porque tinha tido um fim de semana muito divertido e com experiências novas. Quando me mandaram dormir não consegui. Então, deitei-me com a cabeça fora da tenda (estava a acampar) a admirar as estrelas. O céu estava todo estrelado.

Texto elaborado por Tatiana (4º A) com o apoio da mãe



As cores de outono


As cores de outono
são lindas de morrer
laranja ou vermelho
não consigo escolher.

As cores de outono
não são fáceis de contar
são tantas e mais tantas
que em cima delas eu vou andar.

As cores de outono
nelas vou tocar
verde ou amarelo
ajudam a respirar.

Texto elaborado por Duarte Almeida
(4.º A)


Por ti


Por ti
faço trancinhas até ao chão
com papoilas e tulipas
escrevo o teu nome no meu coração.

Por ti
vou até ao céu
buscar penas de pássaro
para enfeitar o teu chapéu.

Por ti
vou ao fundo do mar
para trazer uma estrela
para o teu cabelo enfeitar

Por ti, Mãe
faço o que for preciso
para que todos os dias
possa ver o teu sorriso.



Texto elaborado pela Joana (4.ºA), com o apoio da mãe

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

É bom ser amigo

Eu gosto de ser amigo,
gosto de fazer palhaçadas
para depois rirmos às gargalhadas,
por isso vem comigo!

Gosto de cantar e dançar contigo,
eu adoro companhia
Se eu não fosse teu amigo,
que infeliz eu seria.

Ter um amigo é muito valioso.
Há quem não tenha nenhum
e não saiba como é maravilhoso
ter, nem que seja, só um.

Sou teu amigo, pois então,
quando ris e quando choras.
Estou contigo, dá-me a mão
Conheço-te e sei que adoras.

Poesia elaborada pela Sara  (3.º A) com o apoio dos pais

O coração do Robô

Ilustração elaborada pela Matilde e Daniela (3.º A)
Era uma vez um Robô de lata, o seu sonho era ter um coração.
Este Robô foi criado por um menino que brincava muito com ele e o amava. O Robô pensava:
- De onde vem este sentimento?
Com o passar dos anos o menino foi crescendo e o Robô começou a ser esquecido, até que um dia um vizinho foi lá a casa e viu o Robô. Gostou tanto dele que o levou para sua casa.
Com pilhas novas o Robô começou a falar e contou que o seu sonho era ter um coração. No mesmo dia o menino comprou um coração feito de veludo vermelho e pendurou-o no peito do Robô. Naquela noite aconteceu um milagre, o coração começou a bater porque este Robô tinha muito amor para dar.
O menino e o Robô tornaram-se assim amigos inseparáveis. À medida que o menino ia crescendo, ia comprando peças novas para o Robô para terem a mesma idade e a mesma altura. E assim viveram felizes para sempre.


Texto elaborado pela Marta (3.º A), com o apoio dos pais

É bom ser amigo

Ser amigo é dar a mão
É dar o coração
É dar o nosso amor
Ilustração realizada pelo Tomás (3.º A)
com muito tenor.

E mesmo que ele esteja triste
E que não queira brincar
Para nós ele existe
E só temos de o alegrar

É bom ser amigo de alguém
em quem podemos confiar
É bom ter um amigo também
que nos possa ajudar

A amizade traz a paz
Um amigo tem magia
A amizade é capaz
de nos dar sabedoria.

Poema elaborado pelo Tomás (3.º A) com o apoio dos pais